Notícias • Cidades

05 FEV

Banda de frevo e artistas locais trazem som e alegria ao Mercado de Petrópolis

Crédito: Heracles Dantas
Legenda: Festa deste ano foi em homenagem ao \"velho guerreiro\" Chacrinha. Marchinhas e shows animaram os foliões
Redação

Irreverência e muita alegria foram os ingredientes da 4ª edição do carnaval do Mercado de Petrópolis, que este ano homenageou o velho guerreiro - o comunicador Chacrinha. O evento, promovido pela Associação dos Artistas e Micro Empresários do Mercado de Petrópolis (Asmerp), com o apoio da Fundação Capitania das Artes, reuniu mais de mil pessoas de diversas idades, que, envolvidas nas marchinhas de frevo e pela voz da cantora Dodora Cardoso, dividiram cada espaço do estabelecimento entre confetes e serpentinas. O evento, aberto pelo rei Momo e a rainha do carnaval, contou ainda com o show performático do cantor Rodolfo Cardoso.

A prévia carnavalesca foi incluída este ano no calendário oficial do carnaval da cidade, que promove eventos até a próxima semana - todos com apresentações de artistas locais. "O carnaval seguirá a tendência de mostrar os nossos valores artísticos, como músicos e bandas da terra. Houve, a princípio, a discussão para trazer a Rita Cadilac, uma vez que estamos homenageando o Chacrinha, mas devido o orçamento restrito não foi possível", disse o produtor cultural Amaury Júnior.

Segundo ele, o evento foi feito todo por meio de parcerias com entre a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, que administra o Mercado, a Funcart e a comissão de permissionários. "Não recebemos patrocínio, mas é uma festa que já se consagrou entre os carnavais tradicionais da cidade e atrai uma multidão espontânea", afirma.

A escolha do Chacrinha, que passou por votação entre os permissionários dos 52 boxes e quiosques, se deve a figura popular e a discotecagem que se identificam com a folia momesca, mas não teve a totalidade da aprovação. Alguns comerciantes acreditam que assim como os shows que valorizam os artistas da terra, a homenagem deveria ser feita aos divulgadores do carnaval potiguar.

No mercado houve espaço ainda para insatisfação. Alguns dos comerciantes criticaram a atitude da Semsur em fechar a partir das 17h, um dos seis portões, que dá acesso a um beco na lateral direita do mercado. A medida, além de dificultar a circulação de ar, se coloca com uma opção a menos de saída em caso de acidente nas instalações. "A Semsur alega questões de segurança, por que o beco fechado pode ser usado para praticar crimes. Mas fechar atrapalha aqui", disse Isabel Pinheiro, membro da Comissão gestora do Mercado de Petrópolis. "É um dificultador principalmente durante os eventos porque o mercado é quente e quando cheio fica ainda mais abafado. Nunca se ouviu falar de violência na lateral", acrescenta Nadir Spanemberg.

Em meio aos foliões entregues às fantasias do carnaval, estavam as irmãs Cássia Ofélia de Lucena e Marta Lucena, que atualmente moram na Itália e que participavam pela primeira do evento. Mais do que se divertir, elas se emocionaram com o resgate da história e por ver o espaço revitalizado e vendendo mais que peixe e carnes, mas "também arte, cultura e entretenimento". Filhas de uma antiga comerciante do local, na década de 1980, passaram muitas noites e madrugadas com os outros dez irmãos ajudando a mãe a ganhar dinheiro. "É uma vitória retornar aqui e ver tudo mudado, com uma festa como essa que para gente supera o sentimento de tristeza, principalmente ao lembrar de um passado difícil que a gente passou aqui", disse Marta Lucena, que trouxe o filho para conhecer o Mercado. "Não é só a historia da minha terra, mas da minha vida e da família também", acrescenta.

Comente esta notícia:

Expediente Sobre Anuncie Assine o JH Sugestão de Pauta Fale Conosco