Natal - RN
07 de Setembro de 2010
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Tapetes e almofadas do Oriente Médio, cristais da Turquia, arranjos feitos com bambus da sorte, cultivados na China, dividem espaço com doces das regiões sul e nordeste brasileiro e a famosa renda de Caicó. Esta diversidade de produtos faz parte da 15ª edição da Feira Internacional de Artesanato (Fiart), que acontece no Centro De Convenções De Natal. Com um incremento de cerca de 20% em área e número de expositores, em relação ao ano passado, a e estimativa é de movimentar cerca de R$ 5,5 milhões em vendas de produtos, até o dia 31. Ao todo são mais de 1.200 expositores de todo Brasil e de outros 18 países, divididos nas quatro alas de estandes. Com a cidade cheia de turistas aproveitando a alta estação, a perspectiva é de que 75 mil pessoas circulem durante os oito dias.
"Esperamos superar tanto em público, como em vendas os números do ano passado. Para isso estamos com uma área maior de logística que permite o acréscimo de novos produtos e melhor circulação. Em 15 anos, o evento se consagra como uma opção não apenas de boas compras, mas de lazer e cultura. Além da diversidade de mercadorias e artesanato de todos os lugares, as atrações culturais são um dos carros chefes do evento", observa o presidente da Fiart, Neiwaldo Guedes.
Apesar da abertura oficial do evento ter ocorrido no final da tarde de ontem, algumas áreas, como a Vila gastronômica, o espaço organizado como casas de barros, igrejas e mercado que abrigará a praça de alimentação e espaço para espetáculos folclóricos e shows musicais, ainda não estavam concluídos. Quem preferiu conferir as novidades no primeiro dia dividiu o espaço com eletricistas, montadores e artesãos que organizavam os estandes. "Venho todos os anos e no primeiro dia é sempre assim, se bem que este ano estou achando mais organizado. A área de ocupação é maior e dá para circular sem se esbarrar. Só um pouco de atenção para não ser atropelada pelos montadores", disse a visitante Liana Patrícia de Paula, de Ceará Mirim.
Entre as novidades, está também o espaço da agricultura familiar. A parceria com os pequenos agricultores organizados em associações e cooperativas levam, para a Feira, produtos da terra como castanha de caju, mel de abelha, tilápia e derivados de leite de cabra. "Estes produtos geram um valor agregado importante para o negócio, além de beneficiar estes pequenos produtores", afirma Neiwaldo.
A artesã cearense Maria Creuza de Freitas faz parte de uma dessas associações que trabalham com o beneficiamento da palha da bananeira. Moradora de Baturité, cidade conhecida pelos bananais, a população se organizou em torno da matéria-prima que era destinada ao pasto de animais. O resultado são imagens sacras, caixas, papel e até trançado de crochê feito da folha, palha e do "filé" da bananeira. "É a primeira vez que participamos, mas a expectativa é a melhor possível.
A Fiart é muito divulgada no resto do País e é uma boa oportunidade de colocar nossa arte no mercado", disse Creuza.