Pesquisas apontam viabilidade para o girassol
Pesquisas apontam viabilidade para o girassol
Riccelli Araújo
Repórter
Desconhecido comercialmente no Rio Grande do Norte até meados de 2004, o girassol vêm sendo fruto de pesquisas no Estado como fonte de extração de óleo para a obtenção de biodiesel. De acordo com o pesquisador da Embrapa/Emparn, Marcelo Abdon Lira, a primeira experiência com a cultura do girassol no RN começou na região do Mato Grande, a partir da introdução da semente Catissol-01, verificando depois o potencial para cultivo em solo potiguar. Embora necessite de um nível de precipitação pluviométrica entre 500 a 700 milímetros, a raiz do girassol alcança cerca de dois metros no subsolo, o que contribui para sua adaptação em solo semi-árido.
Segundo Abdon Lira, a Emparn desde 2005 desenvolve uma pesquisa que vem apontando o potencial do girassol como matéria-prima para a produção do biodiesel, além de sua utilização em outros segmentos do agronegócio, como é o caso da fabricação de óleo comestível, forragem e a utilização do subproduto da planta na fabricação de farelo com alto teor nutritivo para o gado. A pesquisa, segundo o Lira, foi financiada com recursos do Banco do Nordeste (BNB), através do Fundeci, e registra desde a viabilidade do solo, a identificação das melhores sementes, a adaptação ao clima (período de chuvas), qualidade do grão para a extração do óleo destinado à fabricação do biodiesel. "Nossos resultados preliminares mostram que o girassol tem um potencial de cultivo em aproximadamente 60 municípios do RN", diz.
O agrônomo e produtor Camilo Pereira Carneiro explica que enquanto a mamona esgota a capacidade fértil, o girassol recupera, além de ser considerado como um "pasto para abelhas", chegando a produzir cerca de 30kg de mel numa área de 30 hectares cultivada. Outra característica da planta, segundo o agrônomo, é o fato que enquanto é necessário uma quantidade de chuvas nos primeiros meses, na hora da colheita, a planta sofre com o frio e a chuva. ...
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